sábado, 21 de junho de 2008

Amigos são árvores...

Passei esta última semana em Natal – RN, fazendo um curso de estratégica negocial do Banco do Brasil. Nem preciso dizer que quando fiquei sabendo que o curso seria em Natal, fiquei por conta muito feliz. Afinal o Estado do Rio Grande do Norte sempre foi alvo de minhas admirações: Baia Formosa, Pipa e agora Natal.
Mas o motivo principal de me sentar diante do computador neste momento é pra falar em especial às grandes amizades que fiz nesta semana e que permanecerão para sempre.
Já fiz vários cursos presenciais em cidades diferentes e em cada um conhecemos gente nova, compartilhamos alguns bons momentos, nos divertimos e aprendemos bastante.
O que me chamou a atenção é que neste último curso foi onde encontrei as pessoas mais sinceras, divertidas e unidas de todas as outras turmas anteriores que já participei. Cada minuto foi realmente marcante.
Cada um do seu jeito, com sua personalidade contribuiu de forma espetacular pra o êxito comum. Alguns mais espontâneos outros mais tímidos, uns mais sérios, outros brincalhões, alguns eram verdadeiros artistas, atores, poetas...
Ontem, já no ônibus, quando retornava à João Pessoa, enquanto lembrava alguns momentos da semana. Passou pela cabeça que será muito difícil reunir todos novamente, afinal são vindas e vidas, caminhos diferentes, realidades e histórias também diferentes.
O importante é saber que sim, podemos fazer dessa convivência uma semente plantada e não uma amizade de contrato, com data e hora de vigência. Pois, a maior árvore que nossos olhos já viram e que nossa mente possa imaginar, um dia foi apenas uma pequena semente plantada. E pra plantar uma semente não é necessário muito tempo, basta levá-la ao solo e regá-la sempre.
Quem sabe de uma simples conversa no ônibus não cresce uma grande amizade? Espero que sim.

Um grande abraço a todas as futuras árvores:


Aguinaldo, Ana Claudia, Alessandro, Arthur, Augusto, Bruno, Carlos, Diego, Érik, Eduardo, Ezequiel, Juciano, Klidson, Luiza, Marconi, Marcus, Marcos, Paulo, Ranielle, Robson, Suelane, Sylvânia, Vanessa,
e Nara.

André

Sucesso

Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.
E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo." E ela responde: "Eu também não, meu filho".
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use “Rider”, não dê férias a seus pés. Não sente-se e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não lhe disse!, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta.Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho. Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.
E isso se chama sucesso.


(Discurso do publicitário Nizan Guanaes na formatura da FAAP)
Abraço a todos!!!
André



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